03/09/2015
DicasVírgula: Para não confundir, use com moderação
O post de hoje é dedicado aos futuros acadêmicos que estão estudando os sinais de pontuação para as provas. E uma das dúvidas mais frequentes é saber fazer o uso correto da vírgula. Mas antes do passo a passo explicativo, é importante ressaltar que a vírgula é um sinal de responsabilidade sintática, de organização em uma determinada frase.
Portanto, vamos aos exemplos:
Quando não se emprega vírgula:
Não ocorre o uso da vírgula quando tivermos uma relação de sujeito e predicado simples: O professor confia em seus alunos.
Entre verbo e seus complementos, quando juntos: Dona Elza pediu ao diretor do colégio que colocasse o filho em outra turma.
Antes de oração adverbial consecutiva do tipo: O vento soprou tão forte que arrancou mais de uma árvore.
Quando se emprega a vírgula:
Separando elementos paralelos de um provérbio: Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
Separando vocativos: Vem, Humberto, nós te esperamos.
Separando orações adjetivas explicativas: Pelas 11h do dia, que foi de sol ardente, alcançamos a margem do rio Paraná.
Separando adjuntos adverbiais: Após duas horas de espera, fui afinal atendido.
Quando houver certas expressões explicativas: O amor, isto é, o mais forte e sublime dos sentimentos humanos, tem seu princípio em Deus. E quando tiver a conjunção “e” na frase? Como saber se faz ou não o uso da vírgula?
Anote aí! A vírgula antes da conjunção “e” só tem vez se dois requisitos estiverem presentes:
Em orações coordenadas formadas por sujeitos distintos. ONU oferece ajuda, e Brasil recusa.
Quando a conjunção “e” equivale a ‘mas’: Eu queria gritar, e não conseguia.