Afinal, vale a pena fazer iniciação científica na graduação?

Ao iniciar uma graduação, o estudante tem aulas teóricas e práticas, como também conta com outras possibilidades de experiências relacionadas diretamente com a futura profissão. No curso de Administração, por exemplo, essas são atividades essenciais para entender o dia a dia do profissional da área.

Nesse sentido, muitos cursos colocam o estágio como obrigatório na grade curricular para que o aluno tenha um conhecimento sobre o mercado de atuação. Além disso, outros quesitos em que não existe a obrigatoriedade também podem ajudar o estudante, como a monitoria, os projetos de extensão e a iniciação científica.

No caso da iniciação científica, o objetivo está focado na carreira acadêmica, por meio da pesquisa. Sendo assim, é uma das principais opções para quem deseja seguir carreira na acadêmia, para posteriormente cursar mestrado, doutorado e, até mesmo, pós-doutorado.

Você quer saber quais são as vantagens de fazer uma iniciação científica, também conhecida como IC, ainda durante o período de estudos? Continue lendo este artigo em que abordaremos os principais pontos sobre esse assunto! Boa leitura!

Como funciona a iniciação científica?

Basicamente, a iniciação científica é um programa que existe durante a graduação, no qual os alunos passam a ter contato com linhas e grupos de pesquisa do orientador. Com isso, o objetivo desse projeto é permitir que o estudante tenha contato com pesquisadores experientes e adquira aprendizados em métodos e técnicas científicas.

Além disso, a IC visa despertar o interesse dos estudantes pelo mundo da ciência, para que assim o número de pesquisadores no país seja ampliado e, com isso, existam mais pesquisas para contribuir com o desenvolvimento nacional em diversos setores.

Revela-se necessário destacar que, ao entrar em um projeto, o aluno tem um tempo determinado para concluí-lo e deve mostrar os resultados obtidos com a pesquisa. Geralmente, isso ocorre por meio de apresentações orais e/ou entrega de artigos e relatórios.

Qual é a importância da pesquisa científica?

Existem programas de iniciação científica de diversas áreas, como ciências biológicas, saúde, humanas, exatas, sociais aplicadas, agrárias, engenharias e linguística. Afinal, a grande meta da IC é possibilitar que qualquer ramo do conhecimento esteja em constante desenvolvimento. O que muitas pessoas ainda têm dúvida é sobre a importância da pesquisa científica em esferas como a sociedade civil, economia e, até mesmo, na própria graduação.

Sabe o fogão que você usa todos os dias? A geladeira que guarda os seus alimentos? O computador que permite você realizar os trabalhos da faculdade?

Tudo isso é fruto de muita pesquisa científica. Assim como as leis formuladas pelo governo, a descoberta de cura de doenças, a fabricação de vacinas e o desenvolvimento do senso crítico sobre viver em sociedade são apenas algumas das questões trabalhadas pelas pesquisas científicas e, em muitas delas, por meio da IC.

Ou seja, um país consegue progredir, tanto tecnológica e economicamente quanto em questão de cidadania, quando existem pesquisas nas universidades. Locais conhecidos como grandes polos de compartilhamento de experiência e conhecimento científico, em que diversos pontos de vista se unem em busca do mesmo propósito.

Quais são as vantagens de fazer uma iniciação científica?

Como vimos, fazer iniciação científica durante a graduação é muito importante para quem deseja seguir carreira acadêmica. No entanto, existem outras vantagens ao optar por um programa de IC. Conheça algumas delas!

Melhora no desempenho acadêmico

Existe uma relação entre conseguir uma iniciação científica e um bom coeficiente de rendimento. Isso porque, para entrar nesse tipo de programa, é necessário ter uma nota geral satisfatória nas matérias cursadas na graduação e, para manter-se na IC, é necessário continuar com essa avaliação positiva.

Nesse contexto, por estar habituado à pesquisa, o aluno também consegue se motivar mais em sala de aula. Enquanto isso, os trabalhos das disciplinas, que antes poderiam ser mais exaustivos, ficam mais simples de fazer, principalmente por conta do costume de estudar e pesquisar devido à rotina na iniciação científica.

Outro ponto positivo é que, nos cursos em que as disciplinas lidam com os laboratórios, o estudante que faz iniciação científica se destaca. Afinal, esses locais costumam fazer parte do dia a dia de quem está envolvido com a pesquisa acadêmica, então, estudantes já inseridos no mundo científico tem mais facilidade de aprendizado nesse sentido.

Cria oportunidades para a pós-graduação

Quem faz IC durante a graduação costuma estar bem a frente de quem não faz atividades desse porte, em relação às possibilidades na pós-graduação. Quando comparados aos alunos que nunca fizeram o programa, os estudantes de iniciação científica têm 2,2 vezes mais chance de completar o mestrado e 1,5 maior de terminar o doutorado.

Como se sabe, para entrar na pós-graduação, é necessário escolher um orientador que vai ajudar na pesquisa do aluno. Assim, quem já conhece o ambiente acadêmico devido à iniciação científica tem mais contato com esse mundo e, por isso, pode ter preferência na hora de ser aceito por um professor.

Ajuda na produção do TCC

O trabalho final a ser entregue no último período da graduação costuma assustar muitos estudantes, isso porque, durante todos os anos de faculdade, os alunos não fazem tarefas que demandam tanto tempo e dedicação como o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

A vivência em um projeto de pesquisa em que são entregues ao final atividades de pesquisa, facilitam a vida acadêmica de quem já fez ou faz IC, já que estão habituados à escrita formal, às normas da ABNT, apresentações em congressos e publicação de artigos, por exemplo.

Além disso, ainda é possível dar continuidade à pesquisa da iniciação científica com o TCC. Assim, não é necessário começar esse trabalho desde o início, reutilizando informações obtidas anteriormente nas pesquisas do programa de IC.

 

Existem programas de incentivo para a iniciação científica?

Além dos benefícios anteriormente citados, ainda é possível ter uma bolsa para fazer a iniciação científica. Atualmente, uma das principais agências de fomento é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que é responsável por fornecer bolsas por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI).

Para quem desenvolve pesquisa por meio do PIBIC, existe um valor de R$ 400,00 mensais a ser recebido pelo bolsista. Nesse caso, as bolsas são concedidas para a instituição de ensino superior, que fica responsável por selecionar os alunos contemplados. Em média, elas duram 12 meses e podem ser renovadas.

Em algumas universidades, como a Universidade Católica Dom Bosco, há programas próprios de fomento à iniciação científica, com o oferecimento de bolsas e vantagens para os acadêmicos pesquisadores.

Dessa forma, participar dos programas é uma ótima oportunidade de experimentar um lado da profissão que, no mercado de trabalho, não vai ser encontrado. Logo, essa é uma chance que só pode ser vivenciada durante os anos de graduação, desde a faculdade de artes até a faculdade de administração.

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