Fisioterapia da UCDB desenvolve próteses e órteses para pacientes

O curso de Fisioterapia da Universidade Católica Dom Bosco-UCDB desenvolve órteses e próteses para mãos, pernas, joelho e pé, feitas de tubo de PVC com o objetivo de auxiliar os pacientes que sofrem alguma lesão em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), lesões de medula, neurológica ou por esforço repetitivo.

Sob a supervisão do professor Carlos Tavares, coordenador do curso de Fisioterapia, os equipamentos desenvolvidos são entregues aos pacientes de graça, feitos com tubos de encanamentos, enquanto uma órtese comprada em lojas especializadas pode custar de R$ 100 a R$ 500.

“O nosso curso tem uma disciplina de prótese e órtese. Moldamos canos de PVC usando calor para adequá-los às necessidades do paciente. O resultado, do ponto de vista estético e funcional, é idêntico às próteses vendidas no mercado”, explicou o professor. Após os canos terem sidos moldados, eles recebem um revestimento de EVA para ficarem confortáveis.

Embora o curso desenvolva alguns modelos de próteses (que substitui um membro amputado), ele está mais focado no desenvolvimento das órteses (que auxilia um membro que não consegue executar uma tarefa).

Órteses e Próteses

O professor explica que o projeto de desenvolvimento das órteses é crucial para a formação dos alunos, que também acompanham a evolução do tratamento dos pacientes. “Os alunos aprendem a construir e a executar um dispositivo essencial para os pacientes a um custo baixíssimo”, conta. “Depois, eles acompanham a recuperação do paciente para saber qual foi o resultado do tratamento”.

Em alguns casos, parte do material usado para a construção das órteses é adquirido de graça em sobras de obras de prédios. “A saúde é um ambiente cada vez mais tecnológico, porém é possível tratar os pacientes usando criatividade e materiais simples”, disse.

Nas contas de Tavares, centenas de próteses já foram construídas pelos alunos, beneficiando a milhares de pessoas. “O retorno que temos dos pacientes não tem preço”, concluiu o coordenador do curso de Fisioterapia.

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