fbpx

Fique por dentro

COMO EVITAR BRONCA DO SEU ORIENTADOR?

Entrar na universidade muda muita coisa: a rotina, a forma de estudar, o nível de autonomia. E junto com essa autonomia vem um desafio: construir relações acadêmicas que de fato te levem a algum lugar.

Entre todas as relações que você vai construir, uma merece atenção especial: a com o seu orientador. É ele quem vai guiar o desenvolvimento do seu projeto de pesquisa, revisar e co-assinar tudo o que você produz.

Por isso, a relação com ele não pode ser um peso, o que é mais fácil do que parece. Boa parte dos atritos em projetos de pesquisa não vêm de questões técnicas, mas de acordos que nunca foram feitos de forma clara. Quer manter essa relação produtiva e passar longe de desgastes desnecessários? A gente te ajuda!


Comece no alinhamento

Muitos problemas entre orientador e orientando podem ser facilmente resolvidos com diálogo. Cada encontro de vocês deve finalizar com uma ação futura, o que chamamos de discurso deliberativo. Na prática:

➜ Pergunte logo no início como ele prefere receber os textos (e-mail, impresso, nuvem) e qual a frequência das reuniões.

➜ Seja transparente! Se algo não estiver claro, pergunte até que não restem dúvidas.

➜ Se comprometa com a verdade. Se você não conseguiu avançar em uma semana, não invente desculpas, pois a transparência é a base de qualquer parceria. 

Seja um bricoleur

O bricoleur para o antropólogo Lévi-Strauss, é aquele que cria coisas novas, não com novos recursos, mas reorganizando de forma original o que já existe ao seu redor, exatamente o que seu orientador espera de você!

Por isso, fuja do “copia e cola”. Seu orientador não espera que você invente a roda, mas que conecte a teoria indicada à prática do seu estudo, sob o seu ponto de vista.

Na era da inteligência Artificial somos tentados pela facilidade de delegar a escrita para ferramentas generativas, eu sei. Dados da Turnitin mostram que mais de 22 milhões de trabalhos acadêmicos já apresentam pelo menos 20% de conteúdo gerado por inteligência artificial, e os orientadores estão atentos a isso, já que não querem seu nome vinculado a um plágio.

Use a tecnologia para sair do óbvio, se organizar, buscar diferencias que tornem seu texto singular e interessante para quem lê. Mas a autoria precisa ser sua! Não se esqueça que plágio é crime.

Valorize o tempo dele (e o seu)

Um erro recorrente entre calouros é acreditar que volume é sinônimo de qualidade.

Textos longos e prolixos comunicam pouco e cansam quem lê, então não perca seu tempo escrevendo além do necessário. Escrever com intenção é uma habilidade que vai te acompanhar para além da universidade.

Demonstre maturidade diante das críticas

Quando erros são apontados pelo orientador, a reação natural é defensiva. Mas é preciso resistir a ela.

Nenhuma correção é uma crítica pessoal, apenas um “polimento” de raciocínio. O texto acadêmico serve a um propósito maior que o próprio autor, tendo papel fundamental na democratização do conhecimento científico e na mudança social.

Por isso é importante deixar o ego de lado e usar o feedback como dado, não como julgamento.

No fim, saber como lidar com orientador ao longo do curso e manter uma postura ética, é o que transforma essa relação em uma parceria valiosa com alguém que pode falar bem de você no mercado porque viu, de perto, como você trabalha.


Na UCDB, a sua pesquisa encontra estrutura, orientadores qualificados e um ambiente feito para quem leva o conhecimento a sério. Agora que você já sabe como construir essa parceria, falta só um passo: escolher onde ela vai acontecer. Conheça os programas de pós-graduação da UCDB.